Viagens inspiram moda inverno 2001-2002 em Paris
A viagem, fonte inesgotável de inspiração, é um dos temas predominantes nas coleções de alta costura para o inverno 2001-2002, que serão apresentadas a partir de sábado, em Paris.
Estilistas de todos os horizontes - Rússia, Lituânia, Armênia, Irã, Líbano ou Coréia - participam nesse acontecimento artístico, mas a atração principal será um britânico, Julien Macdonald, o novo diretor artístico de Givenchy (LVMH). Foi ele que se encarregou da difícil tarefa de colocar a casa em ordem depois da partida de seu compatriota Alexander McQueen.
Enquanto isso, Christian Lacroix sonha com heroínas cosmopolitas, nômades que buscam horizontes inexplorados; Stéphane Rolland, para a maison Scherrer, imagina uma viajante misteriosa, e Torrente persegue as aventureiras cossacas através dos desertos e estepes.
Sempre poético, Franck Sorbier batiza suas criações com nomes de cidadew míticas e imagina as aventureiras cobertas de veludo. A sul-coreana Ji Haye faz rimar viagem e liberdade. Suas viajantes partem em busca de um mundo novo.
Esta temporada dá impulso a vários jovens criadores, levados ao programa oficial das passarelas parisienses ao lado de grandes nomes como Saint-Laurent, Chanel, Dior ou Gaultier.
O ítalo-americano Carlo Ponti, um desses jovens, realiza um trabalho sobre a estrutura e as formas que são criadas ao redor do corpo, privilegiando, para ressaltar as mesmas, a cor negra.
Frédéric Molénac vive em uma selva de asfalto na qual a parka se transforma em vestido de noite quando chega a escuridão. O estilista, apaixonado pela tecnologia, adorna com bordados de metal os vestidos.
Os russos Seredin e Vassiliev ingressm também pela primeira vez no clube dos grandes estilistas, justa recompensa pois sua apresentação é sempre um acontecimento. Seu desfile será surrealista e variado, quando a temporada se anuncia para o negro.
Outra dupla que dará o que falar é, sem dúvida, o formado pelos irmãos gêmeos armênios Vartan e Guevork Tarloyan, que buscan inspiração em Chaikovsky, Mahler, Goya e El Bosco e que elegeram por tema a Inquisição.
São esperados também alguns toques de louca extravagência, com o retorno a Paris de Philip Treacy, o modista londrino mais famoso do mundo, e o o francês Hubert Barrère, que, para seu primeiro desfile de alta costura, "histórico-histérico", se propõe a reinventar esse "instrumento de tortura" convertido em instrumento de prazer, "de Eva a...Madonna".
E o glamour terá ocasião de reinar também durante os cinco dias de desfile. Para sua volta com um novo nome, Hervé L. Leroux quer demonstrar o que é o "verdadeiro trabalho a mão", com vestidos de noite plisados e drapeados dignos de Ava Gardner.
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